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Como começar a ensinar educação financeira para as crianças

Atualizado: Jun 11

Orientar os pequenos a cuidar do bolso desde cedo facilita a relação deles com a conta bancária lá na frente. Veja dicas para introduzir o assunto.





Está sempre no exemplo dos adultos a melhor educação de seus filhos. “Uma pessoa financeiramente lúcida faz pequenas pausas durante a semana para avaliar a situação da conta-corrente, presta atenção nos preços e nas suas oscilações, é fiel aos planos e às escolhas feitas e tem controle em relação ao que consome”, descreve Eduardo Amuri, consultor financeiro de São Paulo.


Na prática, é possível introduzir o tema em situações cotidianas assim que os pequenos ganham domínio sobre as operações matemáticas básicas, lá pelos 7 anos. Uma ida ao supermercado ou à feira pode ajudar a entender, além do valor dos produtos, que as cédulas, a folha de cheque e o cartão do banco não são objetos mágicos.


Para a consultora Denise Damiani, autora de Ganhar, Gastar, Investir – O Livro do Dinheiro para Mulheres, nada substitui a mesada ou, melhor ainda, a semanada. “É administrando o próprio dinheiro que a criança vai aprender a manuseá-lo e controlar valor, tempo, desejo.” São os pais que estipulam quanto os filhos devem receber e com que frequência. Calcule, por exemplo, 1 real a cada ano de idade, pagos semanalmente – aos 7 anos, dê sete reais.


Depois, deixe claro quais gastos continuam a ser custeados pelos pais (como livros escolares, roupas, refeições) e o que os pequenos podem comprar com o dinheiro deles (brinquedos, figurinhas, lanches).


Com combinados claros e o respeito a eles, vêm os aprendizados: se a criança quiser algo mais caro, precisará se privar de alguns itens e poupar; se no fim da semana o dinheiro já acabou e ela quer muito comprar um gibi, terá de exercitar a paciência até a próxima segunda-feira. Resistir a apelos insistentes, sempre recorrendo ao contrato inicial, é primordial. Não vale, por exemplo, dizer coisas como: “O dinheiro da mamãe acabou”. “Os filhos acabam angustiados, achando que os pais estão passando por dificuldades”, completa Damiani.


“Lidar com dinheiro já na escola introduz a ideia do uso consciente de recursos. Isso é essencial para que as crianças se tornem adultos responsáveis e realizados” – Karen Leemans de Godoy, diretora do colégio bilíngue See-Saw, em São Paulo, que tem a educação financeira como parte do currículo.


Dê dinheiro, mas…

O educador financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro Mesada Não É Só Dinheiro – Conheça os 8 Tipos e Construa um Novo Futuro (DSOP), destaca erros comuns a ser evitados pelos pais:


1- Cuidado com a rigidez


A criança não deve guardar todo o valor recebido para realizar sonhos distantes. Ela pode se dar ao direito de comprar algo que deseja. A disciplina rígida de algumas famílias às vezes acaba transformando os filhos em crianças obsessivas com o dinheiro e em futuros avarentos.


2- Não viole o cofrinho


Os pais não podem pegar emprestado o que a criança vem guardando (para dar uma gorjeta quando o entregador de pizza chega, por exemplo).


3- Respeite os combinados


Se seu filho está economizando para realizar algo que deseja, não caia na tentação de completar a quantia – ou ele registrará que não precisa lutar para conseguir o que quer.


4- Nem prêmio nem castigo


Não cancele a mesada por um período de tempo por questões como mau comportamento ou notas baixas. Ela deve ser respeitada e jamais virar uma moeda de troca ou barganha entre pais e filhos.




Fonte: https://claudia.abril.com.br/sua-vida/como-ensinar-educacao-financeira-para-os-filhos/

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